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| Redução das emissões de CO² e aquecimento global |
O clima está pronto para mudar
Nos últimos 35 anos, vários tratados internacionais importantes e conferências internacionais abordaram o tema do aquecimento global e as questões conexas da sustentabilidade. A mudança climática ocupa o primeiro lugar de todas as agendas globais – como aconteceu na recente reunião de cúpula do G8, em junho de 2007, na Alemanha - e está-se tornando rapidamente o grande desafio do desenvolvimento econômico do século XXI.
É bastante provável que ainda estejamos longe da sustentabilidade, mas a opinião que prevalece atualmente reconhece que a atividade do homem tem um papel importante na mudança climática e que isto representa um sério risco para o planeta. A concentração de emissões de gás de efeito estufa na atmosfera (expressas em ppm: partículas por milhão) vem crescendo regularmente, passando de 280 ppm antes do início da era industrial a 381 ppm atualmente podendo, caso o cenário em que se mantenham as atuais tendências (cenário business-as-usual - BAU), venha a passar para 550/560 ppm em 2050.
As emissões de gás de efeito estufa aumentaram de maneiras variadas, mas as emissões de CO² aumentaram cerca de 80%, no período de 1970 a 2004. No mesmo período, o maior aumento ocorreu no setor de fornecimento de energia (145%), seguido pelo setor de transporte (120%), da indústria (65%), da agricultura e florestal (40%).
O aumento na concentração das emissões de CO² foi acompanhado, paralelamente, por um aumento na temperatura global e, caso essas tendências continuem, a temperatura do planeta poderá aumentar entre um e quatro graus, até o fim deste século, provocando sérios distúrbios climáticos. Assim, admite-se que, daqui até o ano 2050, será necessário encontrar maneiras de limitar o aumento de temperatura a 2°C e conter os níveis do gás de efeito estufa abaixo de 450 ppm, o que pressupõe diminuir as emissões de CO² em cerca de 50%, com relação às emissões do ano 2000. Entretanto, para deixar uma margem de crescimento (em emissões) para os países em desenvolvimento, isto significaria reduzir as emissões em 75% nos países desenvolvidos (“fator de divisão 4”).
Investimento em um futuro com baixo teor de dióxido de carbono, para garantir a mobilidade
Dependendo das fontes, a parte do setor de transporte nas emissões globais varia de 14 a 18%, sendo que o transporte rodoviário representa entre 10 e 14%. A indústria automobilística tem investigado ativamente novas tecnologias com baixo teor em carbono, participando de inúmeros grupos de trabalho (o projeto de Mobilidade Sustentável do WBCSD (Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável): SMP, com investimento maciço na área de Pesquisa e Desenvolvimento e promoção dos projetos de demonstração. As principais tecnologias e práticas de atenuação para o setor do transporte rodoviário incluem os veículos com melhor rendimento energético, os combustíveis limpos de substituição e mudanças de comportamento.
Além da tecnologia, outros fatores, como regulamentações com o mesmo teor, políticas corretas e diretrizes mais abrangentes têm papel fundamental na diminuição das emissões. Por outro lado, não podemos nos esquecer do consumidor, que nem sempre é levado em consideração como um agente importante de mudança do CO², por meio de mudanças no estilo de vida e no comportamento.
Mas, a realidade é que as várias opções de atenuação adotadas pelo setor são, com freqüência, contrabalançadas pela demanda acelerada de mobilidade, sobretudo nas economias emergentes, como a China e a Índia. É fundamental limitar as emissões de CO² no setor de transporte em níveis sustentáveis, pois, como afirmou Tony Blair “Precisamos melhorar os métodos de análise e acentuar a noção de urgência. Precisamos de uma estrutura correta a ser utilizada nos países em desenvolvimento”.
