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Segurança

 

Segurança rodoviária: uma questão de saúde pública...

No dia-a-dia, os sistemas de tráfego rodoviário talvez sejam o que há de mais complexo e perigoso a enfrentar pelas pessoas e as estatísticas são uma prova viva disso. Anualmente, no mundo inteiro, cerca de um milhão de pessoas morrem em acidentes nas estradas e mais de 50 milhões ficam feridas. Essa tendência só faz aumentar, gerando um enorme custo social.  Cerca de 70% desses óbitos ocorrem nos países em vias de desenvolvimento e a maioria das vítimas de acidentes de trânsito nesses países é de  pedestres, motociclistas, ciclistas e os ocupantes de veículos não motorizados. 

…com tendência de alta, inaceitável e que pode ser evitada

A inevitável intensificação do tráfego rodoviário continuará a fazer aumentar o número de mortos e feridos. Nos países industrializados, até o ano de 2020, o número de acidentes deverá diminuir em 27%, mas a tendência mundial é de um aumento de 67%, em média, devido a um pico de 83% nos países em desenvolvimento. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, até 2020, os acidentes de trânsito representarão a terceira maior causa de mortes e de invalidez.

Progressos contínuos e significativos

Em termos de segurança, o veículo vendido atualmente no mercado não tem semelhança com os veículos de 40 anos atrás.  Nesse meio tempo, a indústria automobilística fez grandes progressos em tecnologias inovadoras para aumentar a segurança.
Inicialmente, os Estados Unidos deram prioridade a medidas de segurança passiva para proteger os ocupantes dos veículos, atenuando as conseqüências dos acidentes. A Europa, por outro lado, deu prioridade à segurança ativa, fabricando carros com maior nível de desempenho em termos de dirigibilidade e aderência.  Com a criação de carrocerias mais leves, sistemas de direção e de suspensão e novas soluções de freios e pneus, foi possível aumentar o prazer de dirigir do motorista, oferecendo-lhe também meios de reagir de maneira rápida e correta, a fim de evitar acidentes. Os anos 80 marcaram a convergência gradativa das normas de segurança dos Estados Unidos, do Japão e da Europa em direção a uma norma de segurança mundial, adotada pela indústria automobilística.

Os anos 90 assistiram à introdução da eletrônica na indústria automobilística, o que permitiu melhorar a confiabilidade dos veículos e multiplicar os sistemas de assistência à direção, aumentando a segurança ativa: Dispositivos Eletrônicos de Estabilidade (ESP), radares, detectores de pista, controles de adaptação da direção (ACC), entre outros. Atualmente, a tendência orienta-se para os “sistemas de segurança integrados” que combinam o que há de melhor em termos de prevenção, diminuição e socorro de acidentes.

A segurança rodoviária, uma responsabilidade de todos

Existem soluções para o problema da segurança rodoviária e a experiência mostra que a melhor maneira de atacar o problema é pela adoção de uma “abordagem sistêmica”, que não só atenue o impacto dos acidentes como evite as colisões, levando em consideração o sistema do tráfego rodoviário como um todo, a interação entre os veículos, os usuários e a infra-estrutura rodoviária.